Por vezes, a batalha da Sortilégio para a a popularização da música portuguesa contemporânea no Brasil parece árdua. Mas luzes aparecem para mostrar que o caminho é esse mesmo, só está um tanto ofuscado.
E a cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro foi um verdadeiro holofote nesta semana. Em uma conversa de duas horas, ela contou como conseguiu, em 25 anos de Brasil, lançar 21 cds, financiar suas turnês, e ter um nome reconhecido por grandes poetas, como Chico Buarque. Marca que impressionaria mesmo se ela fosse daqui.
E não há nenhuma fórmula mágica: ela é movida pelo mesmo combustível que leva a Sortilégio adiante: teimosia. Foi assim que conseguiu levar ao ar, durante oito semanas de 1999, o programa Atlântico, que apresentou com Nelson Motta, pela RTP em Portugal, e TV Cultura aqui. Formou duplas como Simone e Dulce Pontes, Marisa Monte e Cesária Évora. E fez par com Chico.
Agora, acaba de lançar seu novo cd POPortugal, que é exatamente o que o nome diz: releituras de músicas pop portuguesas. Uma delícia gravada em São Paulo, para onde vem a cada dois meses, em média.
Vale a pena conferir os textos que ela posta no blog, especialmente O Poder dos Números, em que conseguiu colocar por escrito o que é perceptível.
No vídeo abaixo, Gal Gosta e Luis Represas em “Lanterna dos Afogados”.